sexta-feira, 12 de setembro de 2014

RETRATO DO MEU AMOR

                                                                                                                                                             
Sabiá cantou na mangueira,
O vento soprou de manhã,
A brisa molhou-me a face,
O sol tão logo brilhou,
Morre a noite nasce o dia,
Retrato do meu amor!

Oito anos se passaram,
Sem o sabiá cantar;
O vento já não soprava,
E nem a brisa ousava,
A minha face molhar.
O sol já não mais brilhou,
Somente morria o dia,
Morria também o amor!

Tristeza, sonhos em trevas,
Insônia, sonhos perdidos.
Um turbilhão de saudade,
Saudade do amor perdido.

Cresce a rosa, corre o tempo,
E um novo dia amanhece,
Então no mês de setembro,
O meu amor aparece.

Sabiá cantou na mangueira,
O vento soprou de manhã,            
A brisa molhou-me a face,
O sol de novo brilhou,
Morre a noite nasce o dia,
Retrato do meu amor!

Antônio Saldanha 


                   

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