Sabiá cantou na mangueira,
O vento soprou de manhã,
A brisa molhou-me a face,
O sol tão logo brilhou,
Morre a noite nasce o dia,
Retrato do meu amor!
Oito anos se passaram,
Sem o sabiá cantar;
O vento já não soprava,
E nem a brisa ousava,
A minha face molhar.
O sol já não mais brilhou,
Somente morria o dia,
Morria também o amor!
Tristeza, sonhos em trevas,
Insônia, sonhos perdidos.
Um turbilhão de saudade,
Saudade do amor perdido.
Cresce a rosa, corre o tempo,
E um novo dia amanhece,
Então no mês de setembro,
O meu amor aparece.
Sabiá cantou na mangueira,
O vento soprou de manhã,
A brisa molhou-me a face,
O sol de novo brilhou,
Morre a noite nasce o dia,
Retrato do meu amor!
Antônio Saldanha
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