sábado, 13 de setembro de 2014

SERENATA


De madrugada,
Bem pertinho da sua janela,
Eu fiz uma serenata,
Com toda dedicação.
Cantei um samba,
Que eu fiz pensando nela,
Esperando a flor mais bela,
Entregar-me o coração,
Mas fazer samba,
Não ficou pra todo mundo não.
Naquele samba,
Coloquei toda harmonia,
Com amor e poesia,
Toda minha inspiração,
Como também,
Essa esperança, que é só minha,
E a ingrata da donzela,
Só me deu desilusão,
Mas fazer samba,
Não ficou pra todo mundo não.

Antônio Saldanha


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